Na Alemanha, criaram substituto biodegradável para espuma de polietileno sem modernizar fábricas

O cluster de pesquisa alemão Fraunhofer CCPE desenvolveu um novo material de espuma à base de polibutileno succinato. O material recebeu o nome de xPBS. Ele representa uma alternativa biodegradável às espumas de polietileno tradicionais.

O desenvolvimento destina-se ao uso em embalagens, soluções de proteção e transporte, bem como em materiais de construção. O novo material permite reduzir as emissões de dióxido de carbono. Ele atende aos requisitos regulamentares vigentes e garante a eficiência econômica da produção.

A principal vantagem do xPBS é a compatibilidade com as linhas de extrusão existentes para a fabricação de produtos poliméricos. As empresas podem implementar uma solução sustentável sem necessidade de investir na modernização de seus equipamentos. Isso permite tornar os produtos mais ecológicos sem alterar os processos de produção atuais.

O desenvolvimento foi possível graças à colaboração de vários institutos dentro do Fraunhofer CCPE. O Instituto Fraunhofer ICT foi responsável pelo desenvolvimento do processo de espumação e pela ampliação da tecnologia para unidades piloto. O Instituto Fraunhofer IAP concentrou-se na síntese de polímeros e na calibração das propriedades do material. O resultado foi um material de espuma que demonstra confiabilidade tanto em condições laboratoriais quanto na produção real.

As espumas de xPBS atingem densidade comparável à do polietileno de baixa densidade. O material é biodegradável, reciclável e termoplástico. A redução do tempo de transição do desenvolvimento para a aplicação industrial diminui os riscos para as empresas e as ajuda a cumprir futuros requisitos regulamentares. Os desenvolvedores classificam o xPBS não apenas como uma inovação tecnológica, mas também como uma ferramenta estratégica para aumentar a competitividade.

Em janeiro de 2026, teve início o projeto xPBS-food. Seu objetivo é adaptar a tecnologia para embalagens de produtos alimentícios. Os pesquisadores planejam criar um material de espuma seguro para alimentos, reciclável ou biodegradável, que atenda aos requisitos funcionais e sensoriais.